Perseguição

O irmão Juan e sua família sofriam perseguições desde o momento que a Luz Divina brilhou em seus corações. Primeiramente foram perseguidos por seus próprios parentes e depois pela comunidade em geral.

Eram épocas duras e difíceis para ser um cristão evangélico, porque as pessoas sem o entendimento da Palavra de Deus pensavam ser uma coisa feia e má. Numa localidade chamada Moisés Bertoni, uma multidão de pessoas tentou impedir que se realizasse o batismo mas não conseguiu e mesmo assim o irmão Juan, sofrendo grandes perseguições, realizava o batismo de arrependimento nas águas .

Em uma tarde do ano de 1975 o irmão Antoliano Moreno foi batizado junto com outras onze pessoas que acompanharam essa obra de Deus, entre elas a irmã Gregória, irmã Regina Fernandez e o irmão Gregório Villalba. Houve Santa Ceia e Consagração matrimonial.

Irmã Gregória Peralta

No ano de 1979 na mesma localidade de Moisés Bertoni, em uma obra apostólica onde assistiram o irmão Juan Antonio Chávez, irmã Gregória Peralta e a irmã Juana Chávez, estiveram na casa do irmão Antoliano Moreno e dali partiram para realizar mais um batismo, à tarde. Estando às margens do rio as pessoas eram batizadas acompanhadas da irmã Gregória Pertalta e da irmã Juana Chávez.

Momentos antes de chegar ao lugar indicado, o irmão Juan Antonio Chávez e o irmão Rubén Acosta viram que os irmãos que estavam no lugar esperando o batismo foram atropelados pela comunidade, e as autoridades daquele lugar, com armas de fogo, começaram a lançar disparos sobre a multidão quando um grupo de cavalos que estava bebendo água começaram a correr assustados pelo barulho das armas de fogo.

Por esta tarde foi suspenso o batismo e regressaram à casa do irmão Antoliano Moreno. Horas depois, à noite, a mesma multidão rodeava a casa com más intenções e no pátio havia feixes de palha que foram espalhados pelos perseguidores.

Em um certo momento, falando eles das maravilhas de Deus, saiu um homem da multidão dirigindo-se à irmã Gregória Peralta, pedindo que orasse por ele, porque um de seus braços, o direito, tinha endurecido e não podia movê-lo. Orando, a irmã Gregória pediu que levantasse seu braço no nome de Jesus para mostrar para a multidão que fora sanado e nesse mesmo momento, ao ver esse milagre, as pessoas se retiraram.

No dia seguinte os obreiros se prepararam para retornar à cidade de Villarrica, sabendo que o ônibus saía às oito da manhã. Indo pelo caminho Deus falou irmã Juana Chávez que a obra ainda não estava completa por ter o batismo a fazer, então eles decidiram dirigir-se a casa da irmã Valentina Moudella sendo ela uma das que deviam ser batizadas, em cuja propriedade havia um riacho onde se realizou o batismo e a Santa Ceia.

Irmã Juana Chávez

Uma vez terminada a cerimônia, despediram-se com alegria por haver cumprido a missão apostólica, e regressaram à cidade de Villarrica.

Em outra oportunidade o irmão Juan estava pregando no púlpito e recebeu ameaças de morte por parte de alguns zombadores que chegaram com armas de fogo, então o irmão Juan em nome de Jesus os repreendeu e estas pessoas caíram no chão e os porteiros os tiraram para fora, prosseguindo  o Culto.

Era comum naquela época que durante as reuniões de Culto de adoração, alguns vizinhos lançarem pedras pelo teto ou na porta de sua casa, pois era tanto o ódio das pessoas que não mediam esforços para tentar fazer com que o irmão Juan desistisse do caminho que ele havia escolhido.

Sem duvidar da sua confiança que estava posta no Todo-Poderoso, suas mãos estavam sempre abertas para os necessitados com quem compartilhava o pão.

Foram tempos difíceis, duros, com lutas e perseguições, pois buscavam fazer calar a profética voz de Deus.

O irmão Juan foi a Assunción, e ali com fé inalterável, não temendo a nada nem a ninguém e confiante em Jesus, ganhava almas e as conduzia para o batismo de arrependimento. E sempre lembrava da Palavras de Deus que diz: 

Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação ou angústia, perseguição ou fome, nudez, perigo ou espada?" Romanos 8:35